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Porque Falar Sobre O Que Não Está Bom, Não Produz Melhores Resultados

Pense no seu dia típico de trabalho, coisas negativas e positivas, inevitavelmente acontecem. Se você for como a maioria das pessoas, você tenderá a se concentrar principalmente, ou mesmo exclusivamente, nas experiências negativas.

Às vezes é bom desabafar, é terapêutico. Se alguém disser que, você deve focar somente nas experiências positivas, você, provavelmente ficará irritado. As pessoas tendem a associar a positividade com ser “Poliana”.

O que a maioria das pessoas não percebe é que, as experiências positivas — até mesmo as menores — fornecem recursos valiosos que podem ser usados para reduzir o stress, incluindo sintomas físicos, como dores de cabeça e tensão muscular.

Em uma pesquisa realizada em um hospital americano, mostra que pensar nos eventos positivos, de uma forma sistemática, é mais saudável do que o contrário.

Este experimento comprova que se, em vez de ruminar sobre coisas negativas, você tentar “saborear”, reviver, desfrutar e partilhar os acontecimentos positivos do seu dia, certamente irá ser mais fácil, para você, desapegar do trabalho no final do dia.

Mas, para a maioria das pessoas, isso não vem naturalmente. A própria evolução da espécie, em seu imperativo por sobrevivência, faz com que os seres humanos prestem mais atenção ao negativo. Além disso, as pessoas, rapidamente, tornam-se tão acostumadas ao que é positivo em seus ambientes, que isso quase não é notado. Através de uma intervenção simples, é possível superar essas duas tendências.

O exercício conhecido como ” As três coisas boas do dia”, foi implantado, inicialmente, para melhorar o clima laboral, entre pessoas que estavam um pouco deprimidas ou desmotivadas. Essa intervenção trouxe mais do que o esperado: ela alivia, também, o stress dos trabalhadores saudáveis.

Neste experimento, os participantes respondiam, diariamente no final do expediente, um questionário, que pedia que permanecessem de 5 a 10 minutos, relatando eventos, grandes ou pequenos, relacionados ou não com o trabalho, considerados “muito bons” naquele dia e explicassem por que essas coisas tinham corrido bem.

As respostas variaram desde relatos sobre colegas de trabalho que traziam comidas deliciosas e o simples fato de que era sexta-feira, até histórias sobre interações com colegas de trabalho e clientes que fizeram com que essas pessoas sentissem bem consigo mesmas. Por exemplo, uma enfermeira escreveu: “Um médico me elogiou hoje, porque eu sabia exatamente o que fazer numa situação de emergência, e eu ajudei a um paciente que estava tendo uma convulsão.”

Após três semanas, as reclamações sobre stress mental e físico diminuíram de maneira significativa. Além disso, nos dias em que os participantes focavam em coisas boas, eles conseguiam desligar-se de pensamentos relacionados ao trabalho, à noite em casa.

Esta prática simples — escrever sobre três coisas boas que aconteceram— cria uma mudança na maneira  que pensamos sobre o poder real de mudar a percepção sobre nossas vidas profissionais. Ela também pode criar um ciclo de realimentação, o que aumenta seu impacto: pessoas que refletem sobre as coisas boas que aconteceram durante o dia são mais propensas a compartilhar essas coisas com a família e amigos. O compartilhamento de eventos positivos com os outros cria conexões entre as pessoas, reduzindo ainda mais o estresse comum do fim do dia. Este hábito, também, melhora o sono e consequentemente, melhora a capacidade de foco e o bom humor, no dia seguinte — que por sua vez, propicia que mais coisas positivas aconteçam.

Outros benefícios deste experimento, fácil de implementar e de baixo custo, impactam no aumento do potencial de criatividade.

Inovação e criatividade são reforçadas por emoções positivas, especialmente sentimentos de contentamento e alegria. Crescimento, desenvolvimento e visão de futuro surgirem de emoções positivas, também.

Reclamar, sobre seu chefe e colegas de trabalho, é muito comum, e pode até ter valor, se isso fizer você se sentir ouvido e compreendido. Mas há desvantagens em expressar essa negatividade. Não há evidências claras, ou em qualquer literatura do assunto, que comprovem que falar sobre os eventos negativos, realmente, proporcionem o alívio do stress. Além do que, em um contexto de trabalho, comentários negativos podem se espalhar dentro das organizações e gerar ainda mais danos por causa do contágio social.

É improvável que as pessoas parem, completamente, de falar sobre suas experiências negativas no trabalho. É praticamente um impulso natural. Mas, quando focamos, intencionalmente, nos eventos positivos, podemos  gerar mais equilíbrio.

Isso não significa que, cartazes com frases positivas funcionem – e não somos fiéis defensores dessa prática, mas as empresas podem tomar medidas mais inteligentes para ajudar as pessoas a se lembrarem de compartilhar experiências positivas.

Por exemplo, que tal começar uma reunião com uma revisão do que se foi bem recentemente, em vez de saltar imediatamente para o que precisa ser melhorado? Ou, usar instrumentos de avaliação que tragam o positivo para o consciente da pessoa. Conheça o Assessment Janusian sobre liderança.

O que é extraordinário neste exercício é o poder dado a cada um de nós diariamente. Ao entrar no carro, antes de ligar o rádio ou pensar sobre as tarefas que terá que fazer em casa, separe um momento para refletir sobre as coisas boas que aconteceram no trabalho. Isso pode ajudá-lo otimizar o pequeno, porém onipresente, fluxo de eventos positivos diários, que são ignorados, em uma fonte poderosa de bem-estar.

PORQUE ALGUMAS PESSOAS CHEGAM TÃO LONGE E OUTRAS NÃO SAEM DO LUGAR

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Você sabia que exitem comportamentos que podem interromper sua carreira de ir mais longe?

Muito se fala sobre as competências e habilidades essenciais para se ter um futuro profissional promissor.

Livros, treinamentos especializados e as próprias empresas usam modelos de desenvolvimento humano, que pregam como a liderança,  resiliência e visão estratégica são competências críticas para se tornar um grande líder e ser bem sucedido.

Mas isso não é tudo.

Em uma pesquisa realizada, globalmente, pelo Center of Creative Leadership, com profissionais promissores que fracassaram, foram mapeados comportamentos que interrompem carreiras.

Esses hábitos comportamentais, chamados de Descarriladores de Carreirafazendo alusão  a quando um trem sai dos trilhos – são capazes de interromper a ascensão e provocar muitos estragos na carreira de profissionais considerados talentosos.

O estudo ainda conclui que, mesmo demonstrando sinais de desvio, se você conseguir interromper esses maus hábitos, é possível conseguir corrigir acidentes de percurso e chegar ao topo. Veja como aqui.

Conheça os 5 Descarriladores de Carreira mais comuns e quais as características de cada um:

  • Ter Necessidade de Estar Certo ou Tendência de Ficar na Defensiva – Esse é de longe, o mais comum descarrilador de carreira. Muitas vezes, a competição e a concorrência fazem com que as pessoas se defendam ou justifiquem possíveis falhas, quando confrontadas ou questionadas. Ter um julgamento muito rígido, ou ser auto crítico em demasia, não abre espaço para ideias mais ousadas e inovadoras. O medo de não estar certo e expor vulnerabilidade, em momentos de mais stress, geram a imagem de alguém que tenta manter sua opinião a qualquer custo. Saiba que, este comportamento pode ser tão, ou mais nocivo, do que estar, realmente errado  em algo.
  • Não Desenvolver Outros Lideres – Sem sucessores, você não irá sair do lugar. Dificilmente, uma empresa promove alguém que não tem sucessor. Invista seu tempo na equipe e desenvolva habilidades de liderança nos talentos mais promissores. Assim, você pode criar possibilidades de crescimento para você e para o time.
  • Ter Controle Emocional Inconstante – Inteligência emocional é um “must have”  para o sucesso em qualquer área da vida. Não ter Autocontrole e capacidade de gerenciar seus impulsos e suas emoções, de maneira saudável não sustentam uma  boa imagem para decolar na carreira. O segredo é aprender mais sobre si mesmo e manter esses impulsos sob controle. Certamente, isso fará diferença no seu impacto e na qualidade dos seus relacionamentos.
  • Resistência para Receber Críticas ou Sugestões – Nós não somos perfeitos. Errar é um item de série no ser humano e você não tem como mudar essa característica. O que acontece é que, muitas vezes, não recebemos bem outros pontos de vista ou informações sobre nosso próprio impacto. Ter humildade de reconhecer que não sabe tudo e ouvir o que os outros têm a dizer, é uma característica admirada por aqueles que sabem que há sempre possibilidade de gerar melhorias.
  • Não Transmitir Confiança  – Ter um discurso diferente da prática, gera a imagem de alguém incoerente, que pode mudar de ideia a qualquer momento, se isso for beneficiá-lo. Lembre-se:  Ninguém chega lá sozinho. Em algum ponto de nossas carreiras, ter parceiros ou aliados podem fazer muita diferença. Para conquistar relações verdadeiras, é preciso inspirar confiança nas pessoas. Manter uma imagem negativa ou pouco acessível afasta os outros e pode comprometer sua carreira mesmo com resultados expressivos.

Conclusão final: Cuide da sua imagem profissional e do seu impacto. Você terá mais chances de conquistar seus objetivos.

Se a Vida Te Der Limões…Faça Um Bolo De Chocolate!

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Quem nunca na vida passou por situações difíceis ou inconvenientes?

A vida nos dá ótimas oportunidades para desenvolvermos novas habilidades. Todos sabemos disso: é vivendo que se aprende. Mas na hora, o que fazer?

Certa vez, em uma viagem a trabalho, tirei um dia off e resolvi fazer um passeio para relaxar na vizinha Argentina. Preparei o roteiro, reservei o motorista e comprei as passagens.

Chegando ao terminal, ao embarcar, vejo que troquei os documentos com uma colega de trabalho. A foto e nome não batiam. Proibida de embarcar, perdi o passeio programado.

Um misto de raiva e frustração tomou conta de mim. No táxi de volta ao hotel, eu pensei, fazendo menção a falecida banda Blitz: “Longe de casa, por mais de uma semana. Milhas e milhas distante do meu amor…meus filhos e  da minha casa.” Chorei. (quem costuma viajar a trabalho, sabe bem do que estou falando….)

Sei que esse exemplo é leve, perto de tantas outras coisas mais graves que acontecem na vida, mas frustração é frustração. Ver seus planos ruindo à sua frente, não é legal em nenhum nível.

A vida me trouxe limões. E eu, naquela hora, fiquei azeda e reclamando.

Por uns momentos eu paralisei. Não conseguia pensar em outra coisa senão no acontecido.

Nem sempre temos uma carta debaixo da manga, para sair da situação sem nenhum prejuízo real.

Eu perdi dinheiro nessa, mas escolhi que era só isso que a situação iria tirar de mim.

Lembrei de vários mestres de quem ouvi que, podemos sempre escolher “como” viver a experiência. Fatalidades  acontecem, mas temos o poder de determinar a qualidade de como iremos passar por elas. E nada, nem ninguém pode fazer essa escolha por você.

Um grande exemplo é o espetacular filme, ganhador do oscar A Vida é Bela, de Roberto Benigni.

Seja em um campo de concentração, no trabalho, nos relacionamentos, em casa ou na nossa sociedade, há eventos que fogem ao nosso controle e contrariam a nossa vontade.

Da superficial até a mais delicada situação, podemos sim definir, como será a qualidade com que iremos experimentar a vida.

O segredo é construir, de dentro para fora, o que queremos ter como pano de fundo para viver as situações.

Organizar os pensamentos, as emoções e agir no sentido de mudar a experiência, dependem de dois ingredientes essenciais: curiosidade e imaginação.

Podemos olhar com curiosidade para entender como outro pensa e age, ouvir com vontade de aprender e coletar novos dados para gerar novas ideias e conclusões.

Podemos, também, usar a imaginação com curiosidade para explorar caminhos ainda não percorridos. Isso nos inspira a criar uma realidade muito mais encantadora e feliz.

Para concluir minha história, descobri um parque lindo, na cidade onde estava, e passei a manhã toda por lá. Depois, almocei em um bistrô  bacana, onde tomei um bom vinho e comi um maravilhoso bolo de chocolate.

Podem vir os limões. Pois, se eu quiser, eu faço deles um bolo de chocolate!